O assédio moral no trabalho é uma das formas mais cruéis de violência psicológica, pois atinge diretamente a dignidade do trabalhador. Ele pode se manifestar em humilhações públicas, perseguições constantes, pressões abusivas, exclusão, xingamentos ou até na omissão de gestores frente a denúncias graves.
Infelizmente, redes de supermercados como Carrefour e Atacadão acumulam nos últimos anos uma série de denúncias e casos documentados, revelando não apenas falhas pontuais de gestores, mas um padrão estrutural de desrespeito e negligência.
Neste artigo, reunimos relatos reais com links oficiais de fontes jornalísticas e sindicais, além de construir uma linha do tempo histórica dos abusos, para que trabalhadores, sindicatos e órgãos de fiscalização possam ter clareza da gravidade do problema.
📌 O que é Assédio Moral no Trabalho?
Antes de mergulharmos nos relatos, é importante lembrar: assédio moral não é “brincadeira” ou “pressão normal do trabalho”. Trata-se de condutas abusivas, repetitivas ou pontuais, que expõem o trabalhador a situações de humilhação, medo, ridicularização ou isolamento.
Essas práticas geram sérias consequências:
- Transtornos de ansiedade e depressão.
- Doenças psicossomáticas, como dores crônicas, problemas cardíacos e gastrites.
- Perda de autoestima e insegurança.
- Isolamento social e familiar.
- Em casos extremos, até ideação suicida.
Quando praticado em grandes redes varejistas, o assédio moral ganha proporções alarmantes, pois atinge milhares de funcionários em diferentes estados do país.
🚨 Denúncias Reais: Carrefour e Atacadão no Centro das Acusações
1. Funcionário humilhado em Campo Grande (MS) – 2021
Um vídeo amplamente divulgado mostrou um vendedor do Carrefour limpando o chão ajoelhado, enquanto era ridicularizado por sua supervisora.
- A cliente que gravou o vídeo denunciou que a humilhação era pública.
- O funcionário relatou que esse tipo de atitude era constante.
- O caso ganhou repercussão nacional, e a supervisora foi afastada.
📎 Fonte: SBT News
2. Gerente ridiculariza vendedor ajoelhado – Campo Grande (MS)
Outro vídeo mostra o funcionário Pedro Henrique sendo humilhado enquanto limpava o chão de joelhos.
- O trabalhador relatou que colegas ainda faziam “memes” e zombarias.
- Ele precisou se afastar por abalo psicológico grave.
📎 Fonte: CUT Brasil
3. Carrefour processado por assédio sexual – Itabuna (BA), 2025
O Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) abriu ação contra o Carrefour em Itabuna.
- Funcionárias denunciaram comentários abusivos sobre seus corpos.
- Houve relatos de perseguições, mensagens invasivas e toques inapropriados.
- O MPT pediu medidas preventivas nacionais e indenizações coletivas.
📎 Fonte: Contratuh
4. Omissão da empresa frente a denúncias – Itabuna (BA)
Além do assédio em si, a rede foi acusada de omissão, pois ignorou denúncias internas de trabalhadores.
- A negligência da gestão agravou os casos.
- O sindicato dos comerciários denunciou a postura da empresa como cúmplice.
📎 Fonte: Comerciários Itabuna
📖 Linha do Tempo dos Abusos no Carrefour e Atacadão
A seguir, uma linha do tempo de casos marcantes envolvendo assédio moral, sexual e negligência, mostrando que não se trata de incidentes isolados, mas de um padrão repetitivo.
- 2018 – Primeiros relatos de assédio moral em lojas do Carrefour no Sudeste. Trabalhadores denunciavam cobranças abusivas e humilhações em público.
- 2020 – Caso de racismo e violência em Porto Alegre (caso Beto Freitas), que também expôs a falta de preparo e empatia da rede em lidar com crises humanas.
- 2021 – Vídeos de funcionários ajoelhados e humilhados em Campo Grande (MS) viralizam, revelando assédio moral explícito.
- 2022 – Denúncias de assédio moral coletivo no Atacadão em São Paulo, com pressão insustentável por metas e gritos em reuniões.
- 2025 – Ação do MPT-BA contra o Carrefour por assédio sexual em Itabuna, incluindo omissão da empresa frente às queixas.
Essa sequência mostra que, ano após ano, o problema persiste sem medidas efetivas de prevenção.
🛡 Como Denunciar e Exigir Justiça
Se você ou alguém próximo sofre com assédio moral ou sexual no trabalho, não se cale. Há caminhos formais para exigir seus direitos:
- Colete provas – vídeos, prints, áudios, nomes e datas.
- Converse com testemunhas – colegas e clientes podem ajudar no processo.
- Denuncie ao MPT – o Ministério Público do Trabalho recebe denúncias online:
👉 Formulário oficial de denúncia - Procure seu sindicato – eles podem intervir coletivamente.
- Ação judicial – a Justiça do Trabalho reconhece assédio e concede indenizações.
Lembre-se: não é fraqueza denunciar, é coragem. Assédio moral e sexual não podem ser tratados como parte do “pacote do trabalho”.
🌍 Links de Referência
- SBT News – Funcionário humilhado em MS
- CUT – Vendedor ajoelhado e ridicularizado
- Contratuh – Assédio sexual no Carrefour/BA
- Comerciários Itabuna – Omissão em denúncias
- O Hoje – Gerente humilha funcionário
✊ Conclusão: Chega de Silêncio
O assédio moral no Carrefour e Atacadão não pode ser tratado como episódio isolado ou “deslize” de um gestor. Estamos diante de um padrão recorrente, que só será rompido quando trabalhadores se unirem em denúncias e a sociedade cobrar mudanças reais.
Se você passa por isso, lembre-se:
- Você não está sozinho(a).
- Você tem direitos garantidos em lei.
- Você merece respeito e dignidade.
👉 O silêncio fortalece o agressor. A denúncia fortalece você.